Carrus Navalis
De onde vem a palavra carnaval?
Existem inúmeras expeculações sobre suas origens, mas encontramos com mais frequência a teoria de que é um ritual de origem na Grécia antiga.
Nessa festa os gregos realizavam seus cultos em agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela produção.
Há indícios de que essa cultura foi assimilada por Roma antiga, onde essa realizava um louvor à saturno (primitivo soberano dos deuses e depois importante divindade agrária) marcando o final do ano dos romanos e o início de um novo ano agrícola. Durante os saturnais todos se vestiam ao contrário, ou seja, os ricos se vestiam de pobres e os pobres de ricos, todos paravam para comemorar os saturnais!
Encontramos o carvanal associado aos bacanais, que é uma festa da terra, do vinho e das florestas efetuadas em Roma e na Grécia em Louvor de Baco ( filho de zeus) e Dianísio ( deus da vegetação), onde as pessoas saiam em procissões acompanhados de músicas como nos carnavais atuais.
Outras teorias remontam o termo, do latim, a “carrus navalis” (carro que surgia dos mares), carro que distribuía vinho ao povo durante a festa de Isis, deusa egípcia adotada por gregos e romanos. No século 13, a festa de rua já era chamada de “carnevalo” e assim viajou no tempo até a “Belle Epoque” – final de século 19/comecinho do século 20 – quando continuava a atrair as populações que vinham admirar carros decorados e pessoas fantasiadas.
Na idade média a Ingreja católica rebatizou alguns cultos pagões como festas que passaram a ter traços mais religiosos, nesse caso a Quaresma, período que vai da Epifiânia ( Dia de Reis) à quarta-feira de Cinzas, servia para ligar o profano ao sagrado.
No Brasil, o carnaval foi trazido pelos portugueses, o primeiro baile de carnaval aconteceu no Rio de Janeiro em 1840, as pessoas atiravam umas nas outras água em limões de cera ou saquinhos com pó, farinha, cal ou o que tivessem nas mãos, hoje substituídos por confete e serpentina.
Conforme os séculos a idéia do ritual ou festa de carnaval foi se adequando às necessidades da evolução da sociedade.
Eu particularmente não gosto de carnaval, mas é impossível não admirar-se pela forma que essa festa sobreviveu à tantos anos, e ainda continua com toda a força no mundo inteiro, e principalmente aqui no Brasil.
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